Muita gente tenta ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse e desiste lá pelo Levítico. Não é por falta de vontade. A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros, de gêneros diferentes, escritos em épocas e culturas distantes da nossa. Sem contexto, é fácil se perder.
Uma biblioteca, não um livro único
Há livros de história, como Gênesis e Reis. Livros de leis, como Levítico. Poesia, como Salmos. Sabedoria, como Provérbios. Profetas, como Isaías. Evangelhos, que contam a vida de Jesus. Cartas, como as de Paulo. E o Apocalipse, com linguagem simbólica. Cada gênero pede um jeito de ler.
Cinco perguntas antes de começar um livro
Quem escreveu? Para quem? Em que época? Qual o gênero? Qual a ideia central? Responder a essas perguntas antes de abrir o primeiro capítulo muda a leitura. Romanos, por exemplo, é uma carta sistemática de Paulo sobre o evangelho. Já o Apocalipse é uma visão simbólica sobre a vitória do Cordeiro.
"Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça." (2 Timóteo 3:16)
Contexto histórico e cultural
Conhecer a época esclarece muita coisa. Entender o Egito do Êxodo, a monarquia de Davi, o exílio na Babilônia ou o Império Romano ajuda a ver por que certas frases foram escritas e a quem ela era dirigida. Palavras do hebraico e do grego também revelam nuances que se perdem na tradução.
Personagens, temas e capítulos em destaque
Cada livro tem personagens principais e temas que se repetem. Identificá-los antes ajuda a seguir a história. E, em livros longos, saber quais capítulos são os mais importantes ajuda a não se perder, como o capítulo 1 de Gênesis, o 53 de Isaías ou o 8 de Romanos.
Foi por isso que criamos a Bíblia Explicada: cada um dos 66 livros tem introdução completa, contexto, personagens e capítulos em destaque, para você ler com mais clareza e confiança.