A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros, escrita por cerca de 40 autores, ao longo de aproximadamente 1.500 anos. Mesmo assim, ela tem começo, meio e fim, e o fim responde ao começo. Quem lê as primeiras páginas de Gênesis e as últimas de Apocalipse percebe que formam uma moldura.
O que se perde no Éden volta no fim
Em Gênesis, o ser humano vive no jardim, com acesso à árvore da vida e à presença de Deus. Depois da queda, é expulso, e um querubim guarda o caminho. No Apocalipse, essa direção se inverte: a árvore da vida reaparece, e as suas folhas servem para a cura das nações.
"E, no meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida." (Apocalipse 22:2)
Um rio, uma árvore, uma presença
Gênesis 2 descreve um rio que saía do Éden. Ezequiel 47 vê um rio que sai do templo e dá vida onde passa. Apocalipse 22 mostra o rio da água da vida saindo do trono de Deus e do Cordeiro. O tema se repete e cresce: a vida flui da presença de Deus.
Novos céus e nova terra
Isaías 65 anuncia novos céus e nova terra. Apocalipse 21 mostra João vendo esse cumprimento. A esperança bíblica não é fugir deste mundo, mas ver a criação restaurada, com Deus morando com seu povo.
No meio, a cruz
Entre o jardim perdido e o jardim restaurado está a cruz. Foi ali que o caminho de volta à árvore da vida foi reaberto. Por isso podemos dizer que toda a Bíblia aponta para Jesus: ele é o centro que liga o começo ao fim.
Quando lemos assim, passagens que antes pareciam soltas ganham sentido. Cada livro entra na mesma história: Deus criando, sendo rejeitado, prometendo, vindo, salvando e restaurando.