O livro de Salmos é o hinário e o livro de oração de Israel. Reúne 150 salmos coletados ao longo de cerca de dez séculos, e abrange toda a experiência humana: louvor, lamento, gratidão, raiva, confissão e confiança. É o livro da Bíblia em que as pessoas falam principalmente a Deus.
Tipos de salmos
Há salmos de louvor puro, como os do Hallel (113 a 118 e 146 a 150). Há salmos de lamento, que somam mais de um terço do livro: gritos de dor e abandono. Há salmos de gratidão, de confissão (como o 32 e o 51), de sabedoria (como o 1) e os Salmos de Subida (120 a 134), cantados a caminho de Jerusalém.
A Bíblia honra a oração honesta
Um aprendizado importante dos Salmos é que Deus não exige orações polidas. Muitos salmos começam em queixa e terminam em confiança, e o próprio fato de estarem na Bíblia mostra que Deus acolhe a oração que não está bem.
"Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito." (Salmos 34:18)
Os salmos messiânicos
Os Salmos 2, 22, 45, 72 e 110 são citados no Novo Testamento como cumpridos em Jesus. O Salmo 22 começa com o grito que Jesus pronunciou na cruz. O Salmo 110 fala de um Rei e Sacerdote eterno, e é um dos textos mais citados em Hebreus.
Salmos para começar
O Salmo 1 é a porta de entrada: o caminho do justo. O 23 fala do Bom Pastor. O 51 é a oração de arrependimento de Davi. O 91 fala de proteção. O 119, o maior capítulo da Bíblia, celebra a Palavra de Deus. E o 150 encerra o livro em louvor.
Ler os Salmos devagar, em voz alta, é uma escola de oração: eles dão palavras para o que sentimos quando não achamos as nossas.