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Bíblia online · Atos · Novo Testamento
Capítulo 27 de 28

Atos 27

A Viagem e o Naufrágio

Resumo de Atos 27

Paulo embarcou para a Itália. Ventos contrários. Paulo advertiu — não foram ouvidos. A tempestade Euróclido por quatorze dias. Nenhum de vós perecerá — só o navio. Na noite — o anjo: Paulo, não temas — és preciso que compareças diante de César. Confiai, pois — pois confio em Deus. Paulo partiu o pão e comeu — todos encorajados. O navio encalhou numa enseada. Os soldados quiseram matar os presos. O centurião proibiu por causa de Paulo. Todos chegaram à terra salvos.

Contexto

Pois confio em Deus que assim acontecerá como me foi dito — a fé na palavra recebida que sustenta no meio da tempestade. A confiança não na calmaria (que não havia) mas na promessa (que permanecia firme).

Palavra-chave no original

πιστεύω τῷ θεῷ Pisteuo tô theô — "confio em Deus"; a fé declarada no meio da tempestade — não depois que ela passou. A fé que é afirmada quando as circunstâncias a negam — o verdadeiro teste da confiança.

Pano de fundo histórico

O relato da tempestade e naufrágio de Atos 27 é um dos textos narrativos mais vívidos do NT e da literatura antiga — comparado por críticos literários a Homero. O detalhe náutico é tão preciso que estudiosos o usaram para reconstruir rotas marinhas antigas.

Mas agora vos exorto a que tenhais bom ânimo; porque não haverá entre vós perda alguma de vida, mas somente do navio. — At 27:22

Leia Atos 27

1E quando foi determinado que tínhamos que navegar para a Itália, entregaram a Paulo e alguns outros prisioneiros, a um centurião, por nome Júlio, do esquadrão imperial. 2E embarcando -nos em um navio adramitino, estando a navegar pelos lugares costeiros da Ásia, nós partimos, estando conosco Aristarco, o macedônio de Tessalônica. 3E no dia seguinte, chegamos a Sidom; e Júlio, tratando bem a Paulo, permitiu -lhe que fosse aos amigos, para receber cuidado deles. 4E tendo partido dali, nós fomos navegando abaixo do Chipre, porque os ventos estavam contrários. 5E tendo passado ao longo do mar da Cilícia e Panfília, viemos a Mira em Lícia. 6E o centurião, tendo achado ali um navio de Alexandria, que estava navegando para a Itália, nos fez embarcar nele. 7E indo navegando lentamente já por muitos dias, chegando com dificuldade em frente a Cnido, o vento, não nos permitindo continuar por ali,navegamos abaixo de Creta, em frente a Salmone. 8E tendo com dificuldade percorrido sua costa, chegamos a um certo lugar, chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia. 9E tendo passado muito tempo, e sendo a navegação já perigosa, porque também já tinha passado o jejum, Paulo os exortava, 10Dizendo-lhes: Homens, eu vejo que a navegação vai ser com violência e muito dano, não somente de carga e do navio, mas também de nossas vidas. 11Porém o centurião cria mais no capitão e no dono do navio do que no que Paulo dizia. 12E não sendo aquele porto adequado para passar o inverno, a maioria preferiu partir dali, para ver se podiam chegar a Fênix, que é um porto de Creta, voltada para o lado do vento sudoeste e noroeste, para ali passarem o inverno. 13E ao ventar brandamente ao sul, pareceu-lhes que eles já tinham o que queriam; e levantando a vela, foram por perto da costa de Creta. 14Mas não muito depois houve contra ela um vento violento, chamado Euroaquilão. 15E tendo o navio sido tomado por ele, e não podendo navegar contra o vento, nós deixamos sermos levados por ele. 16E correndo abaixo de uma pequena ilha, chamada Clauda, com dificuldade conseguimos manter o barquinho de reserva; 17O qual, tendo sido levado para cima, usaram de suportes para reforçarem o navio; e temendo irem de encontro aos bancos de areia, eles baixaram as velas e deixaram ir à deriva. 18E sendo muito afligidos pela tempestade, no dia seguinte jogaram a carga para fora do navio. 19E no terceiro dia, com as nossas próprias mãos jogamos fora os instrumentos do navio. 20E não aparecendo ainda o sol, nem estrelas havia muitos dias, e sendo afligidos por não pouca tempestade, desde então tínhamos perdido toda a esperança de sermos salvos. 21E havendo muito tempo que não havia o que comer, então Paulo, ficando de pé no meio deles, disse: Homens, vós devíeis ter dado atenção a mim, e não terdes partido de Creta, e assim evitar esta situação ruim e prejuízo. 22Mas agora eu vos exorto a terdes bom ânimo; porque haverá nenhuma perda de vida de vós, além somente da perda do navio. 23Porque esta mesma noite esteve comigo um anjo de Deus, a quem eu pertenço e a quem eu sirvo; 24Dizendo: Não temas, Paulo; é necessário que tu sejas apresentado a César; e eis que Deus tem te dado a vida a todos quantos navegam contigo. 25Portanto, homens, tende bom ânimo; porque eu creio em Deus que assim será, conforme o que me foi dito. 26Mas é necessário que sejamos lançados a uma ilha. 27E quando veio a décima quarta noite, sendo lançados de um lado para o outro no mar Adriático, por volta da meia noite os marinheiros suspeitaram de que estavam se aproximando de alguma terra firme. 28E tendo lançado o prumo, acharam vinte braças; e passando um pouco mais adiante, voltando a lançar o prumo, acharam quinze braças. 29E temendo de irem de encontro a lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que o dia viesse logo. 30E quando os marinheiros estavam procurando fugir do navio, e baixando o barquinho de reserva ao mar, como que queriam largar as âncoras da proa, 31Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, vós não podeis vos salvar. 32Então os soldados cortaram os cabos do barquinho de reserva, e o deixaram cair. 33E até enquanto o dia estava vindo, Paulo exortava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: Hoje já é o décimo quarto dia, em que estais esperando, continuando sem comer, nada tendo experimentado. 34Portanto eu vos exorto para que comais alguma coisa, pois é bom para vossa saúde; porque nenhum cabelo cairá de vossa cabeça. 35E tendo dito isto, e tomando o pão, ele agradeceu a Deus na presença de todos; e partindo -o, começou a comer. 36E todos, tendo ficado mais encorajados, também pegaram algo para comer. 37E éramos todos no navio duzentas e setenta e seis almas. 38E estando saciados de comer, eles tiraram peso do navio, lançando o trigo ao mar. 39E tendo vindo o dia, não reconheciam a terra; mas enxergaram uma enseada que tinha praia, na qual planejaram, se pudessem, levar o navio. 40E tendo levantado as âncoras, deixaram -no ir ao mar, soltando também as amarras dos lemes, e levantando a vela maior ao vento, foram de levando -o à praia. 41Mas tendo caído em um lugar onde dois mares se encontram, encalharam ali o navio; e fixa a proa, ficou imóvel, mas a popa estava se destruindo com a força das ondas. 42Então o conselho dos soldados foi de que matassem aos presos, para que nenhum deles fugisse a nado. 43Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu a intenção deles; e mandou que aqueles que pudessem nadar fossem os primeiros a se lançassem ao mar e chegassem à terra firme. 44E depois os demais, uns em tábuas, e outros em pedaços do navio. E assim aconteceu, que todos se salvaram em terra.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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