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Bíblia online · Números · Antigo Testamento
Capítulo 5 de 36

Números 5

Pureza no Acampamento

Resumo de Números 5

Expulsão dos impuros do acampamento. Confissão e restituição por pecados contra o próximo. O rito da água amarga para suspeita de adultério — um processo judicial que entrega o julgamento a Deus.

Contexto

O rito das águas amargas (vv.11-31) era um ordálio — um julgamento divino em situação de ausência de evidência. Protegia a mulher inocente e expunha a culpada. Deus como juiz supremo.

Palavra-chave no original

קְנָאָה Kinah — "ciúme, zelo"; o "espírito de ciúme" que motivava o marido a suspeitar. O mesmo termo usado para o ciúme de Deus por Israel na idolatria — uma intensidade que não tolera traição.

Pano de fundo histórico

O rito das águas é um dos procedimentos mais incomuns da Bíblia. Estudiosos debatem sua natureza: literalmente mágica, psicológica (a culpada aborta por medo), ou simbolicamente judicial.

Confessarão o seu pecado que fizeram; e restituirá a sua ofensa no seu principal. — Nm 5:7

Leia Números 5

1E o SENHOR falou a Moisés, dizendo: 2Manda aos filhos de Israel que expulsem do acampamento a todo leproso, e a todos os que sofrem de corrimento, e a todo contaminado sobre morto: 3Tanto homens como mulheres lançareis, fora do acampamento os expulsareis; para que não contaminem o acampamento daqueles entre os quais eu habito. 4E fizeram-no assim os filhos de Israel, que os lançaram fora do acampamento: como o SENHOR disse a Moisés, assim o fizeram os filhos de Israel. 5Também falou o SENHOR a Moisés, dizendo: 6Fala aos filhos de Israel: O homem ou a mulher que cometer algum de todos os pecados dos homens, fazendo transgressão contra o SENHOR, e transgredir aquela pessoa; 7Confessarão seu pecado que cometeram, e compensarão sua ofensa inteiramente, e acrescentarão seu quinto sobre ele, e o darão a aquele contra quem pecaram. 8E se aquele homem não tiver parente ao qual seja ressarcida a ofensa, se dará a indenização da injustiça ao SENHOR, ao sacerdote, a mais do carneiro das expiações, com o qual fará expiação por ele. 9E toda oferta de todas as coisas santas que os filhos de Israel apresentarem ao sacerdote, sua será. 10E o santificado de qualquer um será seu: também o que qualquer um der ao sacerdote, seu será. 11E o SENHOR falou a Moisés, dizendo: 12Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando a mulher de alguém se desviar, e fizer traição contra ele, 13Que alguém se houver deitado com ela em carnal ajuntamento, e seu marido não o houvesse visto por haver-se ela contaminado ocultamente, nem houver testemunha contra ela, nem ela houver sido pega no ato; 14Se vier sobre ele espírito de ciúme, e tiver ciúme de sua mulher, havendo-se ela contaminado; ou vier sobre ele espírito de ciúme, e tiver ciúmes de sua mulher, não havendo ela se contaminado; 15Então o marido trará sua mulher ao sacerdote, e trará sua oferta com ela, um décimo de um efa de farinha de cevada; não lançará sobre ela azeite, nem porá sobre ela incenso; porque é oferta de ciúme, oferta de recordação, que traz o pecado em memória. 16E o sacerdote a fará aproximar, e a porá diante do SENHOR. 17Logo tomará o sacerdote da água santa em um vaso de barro: tomará também o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o lançará na água. 18E fará o sacerdote estar em pé à mulher diante do SENHOR, e descobrirá a cabeça da mulher, e porá sobre suas mãos a oferta da recordação, que é a oferta de ciúme; e o sacerdote terá na mão as águas amargas que trazem maldição. 19E o sacerdote a fará jurar, e lhe dirá: Se ninguém houver dormido contigo, e se não te afastaste de teu marido à imundícia, livre sejas destas águas amargas que trazem maldição: 20Mas se te desviaste de teu marido, e te contaminaste, e alguém houver tido relação contigo, fora de teu marido: 21(O sacerdote fará jurar à mulher com juramento de maldição, e dirá à mulher): O SENHOR te dê em maldição e em conspiração em meio de teu povo, fazendo o SENHOR a tua coxa que caia, e a teu ventre que se te inche; 22E estas águas que dão maldição entrem em tuas entranhas, e façam inchar teu ventre, e cair tua coxa. E a mulher dirá: Amém, Amém. 23E o sacerdote escreverá estas maldições em um livro, e as apagará com as águas amargas: 24E dará a beber à mulher as águas amargas que trazem maldição; e as águas que operam maldição entrarão nela por amargas. 25Depois tomará o sacerdote da mão da mulher a oferta de ciúme, e a moverá diante do SENHOR, e a oferecerá diante do altar; 26e o sacerdote tomará um punhado da oferta em sua memória, e o queimará sobre o altar, e depois dará a beber as águas à mulher. 27Dará a ela pois a beber as águas; e será, que se for imunda e houver feito traição contra seu marido, as águas que operam maldição entrarão nela em amargura, e seu ventre se inchará, e cairá sua coxa; e a mulher será por maldição em meio de seu povo. 28Mas se a mulher não for imunda, mas sim que estiver limpa, ela será livre, e será fértil. 29Esta é a lei do ciúme, quando a mulher fizer traição a seu marido, e se contaminar; 30Ou do marido, sobre o qual passar espírito de ciúme, e tiver ciúme de sua mulher: ele a apresentará então diante do SENHOR, e o sacerdote executará nela toda esta lei. 31E aquele homem será livre de iniquidade, e a mulher levará seu pecado.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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