Na entrada em Jerusalém, Jesus escolheu um jumentinho em vez de um cavalo. Para quem estava ali, aquele gesto era uma declaração: ele era o rei prometido, e um rei de um tipo diferente do que o povo esperava. Para entender isso, é preciso abrir a profecia de Zacarias, escrita cerca de quinhentos anos antes.
O que Zacarias 9:9 anunciou
O profeta descreve um rei justo, Salvador, humilde, que chega montado num jumento. Na época, reis chegavam a cavalo, símbolo de guerra e poder. O jumento era a montaria de quem vinha em paz. O versículo seguinte diz que esse rei anunciaria paz às nações.
"Eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta." (Zacarias 9:9)
O que Mateus registra
Em Mateus 21, Jesus manda os discípulos buscarem uma jumenta e um jumentinho. Mateus comenta que isso aconteceu para se cumprir o que o profeta falou. A multidão estende mantos e ramos no caminho, como se faz para um rei.
O grito da multidão: Salmo 118
As pessoas gritam "Hosana" e "Bendito o que vem em nome do Senhor". Essas frases são do Salmo 118:25-26, cantado pelos peregrinos a caminho de Jerusalém nas festas. A multidão reconhece em Jesus aquele que o salmo anunciava, e o mesmo salmo fala da pedra rejeitada que vira a pedra principal.
Um rei diferente
O povo queria um libertador político. Jesus escolheu o jumento para mostrar que seu reino não nasce da força, mas do serviço. Poucos dias depois, o mesmo povo que gritava "Hosana" estaria diante de Pilatos. O rei humilde seguiu até a cruz, onde sua coroa foi feita de espinhos.
Lembrar desse gesto ajuda a rever o que esperamos de Jesus. Ele não nos prometeu ser um Rei que resolve tudo do nosso jeito, mas o Rei que nos serve, nos salva e reina para sempre.