Quando alguns escribas e fariseus pediram a Jesus um sinal, ele respondeu que nenhum sinal seria dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. A comparação surpreende: um profeta que fugiu de Deus virou, sem saber, um sinal do Messias. Para entender, vale reler a história de Jonas.
A história em poucas linhas
Deus manda Jonas pregar em Nínive, capital de um império inimigo. Jonas foge para o lado contrário, embarca num navio e é lançado ao mar durante uma tempestade. Um grande peixe o engole, e ele passa três dias e três noites ali dentro, orando. Depois é lançado em terra, vai a Nínive e a cidade se arrepende.
"Porque, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra." (Mateus 12:40)
O primeiro paralelo: morte e ressurreição
Jonas, no fundo do mar, clama que desceu às profundezas e que Deus o trouxe da sepultura. Jesus aplica esse quadro a si mesmo: ele ficaria no "coração da terra" por três dias e depois sairia vivo. O profeta que "voltou à vida" aponta para o Filho que voltou realmente.
O segundo paralelo: arrependimento dos gentios
Jesus acrescenta que os homens de Nínive se levantariam no juízo com aquela geração e a condenariam, porque se arrependeram com a pregação de Jonas, e ali havia mais do que Jonas. Os ninivitas, estrangeiros, responderam à Palavra. Muitos israelitas, diante do próprio Messias, não responderam.
O que podemos aprender
Jonas mostra que a misericórdia de Deus é maior que a nossa lista de quem merece. Jesus, o maior que Jonas, mostra que a ressurreição é a resposta definitiva de Deus. Quem lê as duas histórias juntas entende que o plano de salvação sempre foi amplo, e que o sinal que Deus dá é a ressurreição de Cristo.