Bíblia em Arte
"O Senhor é bom, é um lugar forte no dia da angústia; e conhece os que nele confiam." Mais de cem anos depois de Jonas, Nínive voltou à maldade — e Naum anuncia sua queda definitiva com uma das descrições de batalha mais vívidas do AT.
Naum é um dos 66 livros da Bíblia e faz parte do Antigo Testamento (Profetas). Tem 3 capítulos.
A Queda de Nínive. Naum de Elcós. Data: entre 663 a.C. (queda de Tebas, mencionada em 3:8) e 612 a.C. (queda real de Nínive). O mesmo Nínive que se arrependeu no tempo de Jonas agora volta a ser julgada — e desta vez a sentença é definitiva. Naum anuncia a queda do maior império de seu tempo com poesia de força singular.
Naum abre com "Deus zeloso e vingador" — a face divina que não tolera a opressão indefinidamente. Sua paciência tem um prazo.
O relato profético da destruição de Nínive (612 a.C.) é tão preciso que historiadores tardios usaram Naum como fonte histórica.
"Como são formosos sobre os montes os pés do que traz boas novas!" — a promessa de libertação para os oprimidos de Judá.
Deus não é lento para sempre — Nínive recebeu graça no tempo de Jonas e desperdiçou. O juízo que Jonas anunciou chegou em Naum.
Profeta de Elcos, de identidade debatida. Seu nome significa "consolação" — paradoxalmente, o livro é julgamento para Nínive e consolação para Judá.
"O Senhor é Deus zeloso e vingador; o Senhor vinga e é irascível." Lento para a ira, mas grande em poder. No redemoinho e na tempestade é o seu caminho. "Bom é o Senhor, um forte refúgio no dia da tribulação." "O que está imaginando o mal contra o Senhor? Ele dará cabo disso."
"O Senhor é lento para a ira" — mas lento não é jamais. A paciência de Deus tem limites. Nínive foi poupada no tempo de Jonas — e depois voltou a ser o maior poder opressor do mundo. A misericórdia que foi dada e desperdiçada.
נֹקֵם Noqem — "vingador"; palavra rara, repetida três vezes no v.2. A "vingança" divina não é revanche pessoal mas execução de justiça — o reto julgamento que pune o poderoso que oprimiu o fraco.
A Assíria destruiu Israel do norte em 722 a.C. e deportou 10 tribos. Foi o maior poder militar da época, especialista em crueldade sistemática — impalamentos, deportações em massa, torturas documentadas nos seus próprios anais. A queda de Nínive em 612 a.C. foi causa de celebração em todo o mundo antigo.
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