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Bíblia online · Eclesiastes · Antigo Testamento
Capítulo 1 de 12

Eclesiastes 1

Vaidade de Vaidades

Resumo de Eclesiastes 1

O Pregador se apresenta e enuncia o tema: Vaidade de vaidades, tudo é vaidade. O sol nasce e se põe, o vento gira, os rios correm ao mar mas o mar nunca se enche — tudo é circular, nada é novo debaixo do sol. Tentou a sabedoria — e descobriu que é aflição de espírito. Quem aumenta o conhecimento aumenta a dor.

Contexto

Vaidade de vaidades — hevel (sopro, névoa) no superlativo hebraico. Não sem valor mas substância que escapa, insubstancial, passageiro. A crítica não é à existência mas à existência desconectada do eterno.

Palavra-chave no original

הֶבֶל הֲבָלִים Hevel havalim — "vapor dos vapores, neblina das neblinas"; o superlativo que abre Eclesiastes. A coisa mais real que existe — o vapor — é passageira. Nada debaixo do sol é permanente.

Pano de fundo histórico

A abertura de Eclesiastes em forma de poema cósmico (sol, vento, rios) é comparável à abertura do Enuma Elish babilônico — mas com propósito oposto. Enquanto os mitos cosmogônicos celebram a ordem, Qohelet nota a repetição que não avança.

Vaidade de vaidades, diz o Pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade. — Ec 1:2

Leia Eclesiastes 1

1Palavras do Pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. 2Futilidade das futilidades! - diz o Pregador - futilidade das futilidades! Tudo é fútil! 3Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho que ele trabalha abaixo do sol? 4Geração vai, e geração vem; porém a terra permanece para sempre. 5O sol nasce, e o sol se põe; e se apressa ao seu lugar onde nasceu. 6O vento vai ao sul, e rodeia para o norte; continuamente o vento vai rodeando e voltando aos lugares onde circulou. 7Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar onde os ribeiros correm, para ali eles voltam a correr. 8Todas estas coisas são tão cansativas, que ninguém consegue descrever; os olhos não ficam satisfeitos de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. 9O que foi, isso será; e o que se fez, isso será feito; de modo que nada há de novo abaixo do sol. 10Existe algo que se possa dizer: Vê isto, que é novo?Isso já existia nos tempos passados, que foram antes de nós. 11Não há lembrança das coisas que já aconteceram; e das coisas que vão acontecer, também delas não haverá lembrança entre aqueles que vierem depois. 12Eu o Pregador, me tornei rei sobre Israel em Jerusalém. 13E dei meu coração a investigar e pesquisar com sabedoria sobre tudo o que acontece abaixo do céu; esta cansativa ocupação Deus deu aos filhos dos homens, para que nela fossem forçados. 14Vi todas as obras que são feitas abaixo do sol, e eis que tudo é futilidade e aflição de espírito. 15O que é torto não pode ser endireitado; o que está em falta não pode ser contado. 16Eu falei ao meu coração, dizendo: Eis que eu me tornei grande, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que tinham sido antes de mim em Jerusalém; e meu coração experimentou uma abundância de sabedoria e conhecimento. 17E dei meu coração para entender sabedoria, e para entender loucuras e tolices; e percebi que também isto era aflição. 18Porque na muita sabedoria há muito aborrecimento, e aquele que aumenta em conhecimento aumenta em angústia.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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