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Bíblia online · Jó · Antigo Testamento
Capítulo 37 de 42

Jó 37

As Maravilhas da Criação

Resumo de Jó 37

Eliú encerra com uma meditação sobre as obras de Deus: o trovão, a neve, a chuva, o gelo, o vento do sul, o céu como espelho fundido. Ao frio quem pode resistir? Os animais vão para o covil e ficam em seus esconderijos. Termina: O Todo-Poderoso — não o alcançamos; ele é excelente em poder. Não o podemos ordenar. Eis — Deus está chegando.

Contexto

O Todo-Poderoso não o alcançamos — Eliú fecha seus discursos com humildade epistemológica: Deus transcende toda compreensão. É a preparação para que Deus mesmo fale — a única resposta suficiente.

Palavra-chave no original

שַׁדַּי לֹא מְצָאנֻהוּ Shaddai lo metzanuhu — "o Todo-Poderoso, não o encontramos/alcançamos"; a confissão final de Eliú. Depois desta admissão, Deus pode falar.

Pano de fundo histórico

A meteorologia poética de Eliú (37:1-13) descreve com precisão surpreendente fenômenos atmosféricos — trovão como voz de Deus, raios como mensageiros, vento que traz chuva do norte ou do sul — de modo consistente com o clima do Médio Oriente.

O Todo-Poderoso, a quem não alcançamos, é excelente em poder; em juízo e em abundância de justiça não oprime. — Jó 37:23

Leia Jó 37

1Disto também o meu coração treme, e salta de seu lugar. 2Ouvi atentamente o estrondo de sua voz, e o som que sai de sua boca, 3Ao qual envia por debaixo de todos os céus; e sua luz até os confins da terra. 4Depois disso brama com estrondo; troveja com sua majestosa voz; e ele não retém seus relâmpagos quando sua voz é ouvida. 5Deus troveja maravilhosamente com sua voz; ele faz coisas tão grandes que nós não compreendemos. 6Pois ele diz à neve: Cai sobre à terra; Como também à chuva: Sê chuva forte. 7Ele sela as mãos de todo ser humano, para que todas as pessoas conheçam sua obra. 8E os animais selvagens entram nos esconderijos, e ficam em suas tocas. 9Da recâmara vem o redemoinho, e dos ventos que espalham vem o frio. 10Pelo sopro de Deus se dá o gelo, e as largas águas se congelam. 11Ele também carrega de umidade as espessas nuvens, e por entre as nuvens ele espalha seu relâmpago. 12Então elas se movem ao redor segundo sua condução, para que façam quanto ele lhes manda sobre a superfície do mundo, na terra; 13Seja que ou por vara de castigo, ou para sua terra, ou por bondade as faça vir. 14Escuta isto, Jó; fica parado, e considera as maravilhas de Deus. 15Por acaso sabes tu quando Deus dá ordem a elas, e faz brilhar o relâmpago de sua nuvem? 16Conheces tu os equilíbrios das nuvens, as maravilhas daquele que é perfeito no conhecimento? 17Tu, cujas vestes se aquecem quando a terra se aquieta por causa do vento sul, 18acaso podes estender com ele os céus, que estão firmes como um espelho fundido? 19Ensina-nos o que devemos dizer a ele; pois discurso nenhum podemos propor, por causa das nossas trevas. 20Seria contado a ele o que eu haveria de falar? Por acaso alguém falaria para ser devorado? 21E agora não se pode olhar para o sol, quando brilha nos céus, quando o vento passa e os limpa. 22Do norte vem o esplendor dourado; em Deus há majestade temível. 23Não podemos alcançar ao Todo-Poderoso; ele é grande em poder; porém ele a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça. 24Por isso as pessoas o temem; ele não dá atenção aos que se acham sábios de coração.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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