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Bíblia online · Jó · Antigo Testamento
Capítulo 7 de 42

Jó 7

Jó Fala com Deus

Resumo de Jó 7

Jó se volta de seus amigos para Deus: A minha vida é um sopro — os meus olhos não tornarão a ver o bem. Questiona Deus diretamente: Que é o homem, para que o engrandeças, e para que ponhas sobre ele o teu coração? Pede: Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois logo me deitarei no pó.

Contexto

Que é o homem, para que o engrandeças? — Jó inverte o Salmo 8 (que é o homem para que te lembres dele?). O Salmo 8 é gratidão pela atenção divina; Jó usa a mesma pergunta como acusação: por que Deus não me deixa em paz?

Palavra-chave no original

מַה אֱנוֹשׁ Mah Enosh — "que é o homem?"; a pergunta que perpassa a sabedoria do AT. Em Salmos 8 é maravilha; aqui é protesto. A mesma pergunta com tonalidades opostas dependendo do contexto existencial.

Pano de fundo histórico

O capítulo 7 é o primeiro discurso direto de Jó a Deus — iniciando um monólogo que crescerá em intensidade nos capítulos seguintes. Jó vai de dirigir-se aos amigos a dirigir-se diretamente ao Criador.

Por que me pões por alvo teu, de modo que me tornei pesado para mim mesmo? — Jó 7:20

Leia Jó 7

1Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado? 2Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento, 3Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento. 4Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer. 5Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível. 6Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança. 7Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem. 8Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir. 9A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao Xeol nunca voltará a subir. 10Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá. 11Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma. 12Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda? 13Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa, 14Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões. 15Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos. 16Odeio a minha vida; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis. 17O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração, 18E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves? 19Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva? 20Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo? 21E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, porém não mais existirei.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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