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Bíblia online · Cânticos · Antigo Testamento
Capítulo 2 de 8

Cânticos 2

A Primavera do Amor

Resumo de Cânticos 2

Eu sou a rosa de Sarão, o lírio dos vales. O amado: Como o lírio entre os espinhos, assim é a minha amada entre as filhas. Ela: Como a macieira entre as árvores silvestres, assim é o meu amado entre os filhos. Debaixo de sua sombra me assentei com grande prazer, e o seu fruto era doce ao meu paladar. Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva, foi-se embora. As flores aparecem na terra... e a voz da rola se ouve.

Contexto

Passou o inverno, cessou a chuva — o amor como primavera que chega. A estação que transforma o cenário — o mundo não muda, mas quem ama o vê diferente. A primavera interior que precede e acompanha a primavera exterior.

Palavra-chave no original

סְתָו Setav — "inverno/estação de chuva"; a única ocorrência desta palavra no AT. O inverno que passou é o tempo antes do amor — e a primavera que chegou é o tempo do amado. A sazonalidade do amor.

Pano de fundo histórico

O versículo "levantai-vos, minha amada" (2:10) tornou-se convite nupcial clássico na liturgia judaica da hupá (dossel de casamento). Na tradição cristã, o noivo chamando a noiva é lido como Cristo chamando a Igreja para o casamento escatológico.

Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva, foi-se embora; as flores aparecem na terra. — Ct 2:11-12

Leia Cânticos 2

1Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. 2Ele: Como um lírio entre os espinhos, assim é minha querida entre as moças. 3Ela: Como a macieira entre as árvores do bosque, assim é o meu amado entre os rapazes; debaixo de sua sombra desejo muito sentar, e doce é o seu fruto ao meu paladar. 4Ele me leva à casa do banquete, e sua bandeira sobre mim é o amor. 5Sustentai-me com passas, fortalecei-me com maçãs; porque estou fraca de amor. 6Esteja sua mão esquerda abaixo de minha cabeça, e sua direita me abraça. 7Eu vos ordeno, filhas de Jerusalém: jurai pelas corças e pelas cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis ao amor, até que ele queira. 8Esta é a voz do meu amado: vede-o vindo, saltando sobre os montes, pulando sobre os morros. 9Meu amado é semelhante ao corço, ou ao filhote de cervos; eis que está atrás de nossa parede, olhando pelas janelas, observando pelas grades. 10Meu amado me responde, e me diz: Ele: Levanta-te, querida minha, minha bela, e vem. 11Porque eis que o inverno já passou; a chuva se acabou, e foi embora. 12As flores aparecem na terra, o tempo da cantoria chegou; e ouve-se a voz da rolinha em nossa terra. 13A figueira está produzindo seus figos verdes, e as vides florescentes dão cheiro; levanta-te, querida minha, minha bela, e vem. 14Pomba minha, que andas pelas fendas das rochas no oculto das ladeiras, mostra-me tua face, faze-me ouvir tua voz; porque tua voz é doce, e tua face agradável. 15Tomai-nos as raposas, as raposinhas, que danificam as vinhas, porque nossas vinhas estão florescendo. 16Meu amado é meu, e eu sou sua; ele apascenta entre os lírios. 17Antes do dia se romper, e das sombras fugirem, volta, amado meu, faze-te semelhante ao corço, ao filhote de cervos, sobre os montes de Beter.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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