Bíblia em Arte
Como cantaríamos o cântico do Senhor em terra estranha? — a recusa de cantar por encomenda. A harpa emudecida no exílio não é silêncio de ausência de fé — é resistência à vulgarização do sagrado. O louvor que não se fabrica por demanda.
שִׁירֵי צִיּוֹן Shirei Tzion — "cânticos de Sião"; o patrimônio musical que os babilônios queriam como entretenimento. Os cativos recusam — os cânticos sagrados não são espetáculo para os opressores.
O Salmo 137 é o mais cronologicamente claro do saltério — exílio babilônico (597-538 a.C.). Os primeiros 6 versículos são dos mais belos do saltério; os últimos 3 (imprecações sobre Babilônia) entre os mais perturbadores.
1Junto aos rios da Babilônia nos sentamos e choramos, enquanto nos lembramos de Sião. 2Sobre os salgueiros que há no meio dela penduramos nossas harpas. 3Porque ali os que tinham nos capturado nos pediam letras de canções, e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai para nós algumas das canções de Sião. 4Como cantaríamos canções do SENHOR em terra estrangeira? 5Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que minha mão direita se esqueça de sua habilidade. 6Que minha língua grude no céu da boca se eu não me lembrar de ti, se eu não pôr Jerusalém acima de todas as minhas alegrias. 7Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Arruinai -a,arruinai -a,até ao seus fundamentos! 8Ah filha de Babilônia, que serás destruída! Bem-aventurado a quem te retribuir o que fizeste conosco. 9Bem-aventurado aquele que tomar dos teus filhos, e lançá-los contra as pedras.
Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).
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