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Bíblia online · Salmos · Antigo Testamento
Capítulo 17 de 150

Salmos 17

A Petição do Inocente

Resumo de Salmos 17

Davi pede justiça: Ouve, Senhor, a justa causa. Que a sentença proceda do Teu rosto. Guardaste os meus passos nas tuas veredas. Guarda-me como a menina dos teus olhos; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas. Os ímpios me cercam — levanta-te, Senhor, vai ao seu encontro. A esperança final: Na justiça verei a tua face; quando acordar me satisfarei com a tua semelhança.

Contexto

Guarda-me como a menina dos teus olhos — a imagem mais íntima de proteção divina. A pupila — a parte mais sensível e protegida do olho. Deus protege Seu servo com o cuidado reflexo com que o olho protege a pupila.

Palavra-chave no original

אִישׁוֹן Ishon — "pupila (literalmente: "homenzinho")"; a menina do olho. A pupila era vista como o ser humano refletido no olho de quem nos olha. Ser "menina dos olhos de Deus" é ser visto com amor intenso e protegido reflexamente.

Pano de fundo histórico

O Salmo 17 está entre as orações de inocência — Davi clama por justiça sendo perseguido sem culpa. A oração de quem é acusado e não tem outra instância além de Deus para apelar.

Guarda-me como a menina dos teus olhos; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas. — Sl 17:8

Leia Salmos 17

1Ouve, SENHOR, a minha justiça; presta atenção ao meu choro, dá ouvidos à minha oração de lábios que não enganam. 2De diante de teu rosto saia o meu julgamento; teus olhos observarão o que é justo. 3Tu já provaste o meu coração, tu me visitaste de noite; tu me investigaste, e nada achaste; decidi que minha boca não transgredirá. 4Quanto às obras dos homens, conforme a palavra de teus lábios eu me guardei dos caminhos do violento; 5Guiando meu andar em teus caminhos, para que meus passos não tropecem. 6Eu clamo a ti, ó Deus, porque tu me respondes; inclina teus ouvidos a mim, escuta a minha palavra. 7Revela maravilhosamente tuas misericórdias, tu salvas aos que confiam em ti com tua mão direita daqueles se se levantam contra ti. 8Guarda-me como a pupila do olho; esconde-me debaixo da sombra de tuas asas, 9De diante dos perversos que me oprimem; dos meus mortais inimigos que me cercam. 10Eles se enchem de gordura; com sua boca falam arrogantemente. 11Agora eles têm nos cercado em nossos passos; eles fixam seus olhos para nos derrubar ao chão. 12Semelhantes ao leão, que deseja nos despedaçar, e ao leãozinho, que fica em esconderijos. 13Levanta-te, SENHOR, confronta-o, derruba-o; livra minha alma d as mãos do perverso com tua espada. 14Dos homens com tua mão, SENHOR, dos homens que são do mundo, cuja parte está n esta vida, cujo ventre enches de teu secreto tesouro; os filhos se fartam, e deixam sua sobra para suas crianças. 15Mas eu olharei para teu rosto em justiça; serei satisfeito de tua semelhança, quando eu despertar.

Texto bíblico: Bíblia Livre (BLIVRE), © Diego Santos, Mario Sérgio e Marco Teles, fevereiro de 2018. Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Brasil (creativecommons.org/licenses/by/4.0/br/).

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